
|
3.2.10 ah, mãe, feliz aniversário! postado às 01:23 | procuro quarto, kit ou apartamento em pinheiros ou na bela vista. pra ontem. postado às 01:22 | 5.1.10 homens das cavernas já deviam saber que quando junta muita nuvem, elas ficam pretas e você não está em brasília, quer dizer que vai chover. mas tem gente que ignora os conhecimentos milenares pra comprar roupa. não sou, mas acompanhei. acompanhei as compras e acompanhei as nuvens, achando aquilo tudo muito peculiar. quando as compras acabaram, a chuva já estava toda ali, caindo naquela rua sem marquises. nossa senhora da chuva inconveniente não tem preconceitos e fode quem tá com e sem chapinha do mesmo jeito. então começou um calor demoníaco, mil graus celsius a noite com chuva. e a gente ali esperando pra entrar num ônibus lindo, cheio de gente cheirosa, bonita e sequinha. estávamos pedindo pra sair quando a porta do ônibus abriu na parada em que tínhamos que descer e... eu quase pedi pra voltar. quando eu era criança, um dos meus passeios preferidos era andar de ônibus. minha mãe pegava um que passava na frente de casa e fazia a linha inteira até descer lá outra vez. pobreza é uma coisa que nasce com a gente, né? eu podia aproveitar meu histórico pra dar uma volta de terminal santo amaro. ficamos embaixo da parada vendo as pessoas que atravessavam a rua com água até o joelho, curtindo banhos periodicos de chuva reversa (água jogada por ônibus e taxis sem coração). foi quando eu decidi que a pneumonia tava chegando e era hora de enfrentar o riacho santo amaro. como eu não tinha bote nem prancha de bodyboard pra pegar jacaré nas ondas que se formavam no meio-fio, botei as pernocas pra jogo na leptospirose. corremos até o posto sem esperanças de andar os outros 100 metros pra chegar em casa. premio gatinha camiseta-molhada tem limite, ainda mais quando ela é BRANCA. tinhamos certeza mais que absoluta que não existiria um taxista no mundo que aceitaria duas meninas ensopadas por uma corrida de cinco reais. mas pra quem já achou taxista mulher e idosa no meio da madrugada em rua abandonada com funil e disposta a ir buscar gasolina pra um carro sem, qualquer tentativa é lucro. taxista que não ganha na loteria tem sempre a chance de parar pra abastecer no posto que tem duas garotas molhadas desesperadas por um ferry boat. eu não treino essa cara de gatinho do shrek em vão. e foi assim que conseguimos um varal de roupas e dois pares de tênis com cheiro de cachorro molhado. quanto tempo demora pra descobrir se rolou leptospirose de verdade? postado às 21:50 | 4.1.10 eu acho que eu não peço nada de ano novo desde muito tempo. mas esse ano, aproveitando que todos nós só temos mais dois de vida (e que tá todo mundo vendo flash forward demais), eu só queria um namorado decente. assumo o clichê da jovem garota solitária e mal comida que tem espalhado pelos blogs desse mundo. mas meu pedido é até honesto. por decente eu quero dizer alguém de aparência razoável, com mais de cinco neurônios não-esquizofrênicos, que não fume, que beba eventualmente e não se torne um mala, que saiba cozinhar, que ame lavar louça, que não reclame das minhas músicas, que trepe relativamente bem (não estamos aqui procurando um deus do sexo, ok?), que suporte dormir de conchinha por mais de cinco minutos, que não ronque, que não tenha bruxismo, que não esqueça de carregar o celular, que more a menos de 15 reais de taxi de distância da minha casa e tenha como língua nativa o português. tô pedindo nada demais, hein. postado às 01:25 | 16.12.09 eu sempre quis morar num prédio desses com muitas coisas. todo tipo de coisas. piscina, academia, lavanderia, office, churrasqueira. e agora eu moro. and it means nothing. quase um mês depois de ter me mudado pra cá, eu ainda não sei onde fica a piscina, não sei o que eu faria com uma churrasqueira (sojasco not), nunca consegui chegar do trabalho a tempo de usar a academia, não preciso do office e me esforço litros pra usar a lavanderia que funciona exatamente no horário em que eu estou 1 - no trabalho, 2 - no ônibus indo pro trabalho/voltando pra casa, 3 - bebendo ou 4 - de ressaca impossibilitada de levar o cesto de roupa suja pra passear de elevador. convenci-me, então, de que eu seria igualmente feliz sem todas esas firulas. e digo mais: gastaria menos de condomínio. postado às 23:08 | 2.12.09 e que tipo de desnaturada sou eu que venho aqui, digo que fiz uma entrevista de emprego e depois não volto pra contar o final da história? não sei como, não sei porque, mas me aceitaram. nos últimos 20 dias eu mudei de profissão, de cidade e de casa. troquei familia e cachorros por uma irmã mais nova. aprendi a lavar, passar e varrer (cozinhar a gente ainda desconsidera). deixei um carro pra trás e comecei a pegar dois onibus pra chegar em casa. iniciei uma dieta natureba quase todo dia. aprendi a fazer compras e pegar taxi na chuva, com todas as minhas sacolas de comida que vão estragar em três dias. e o mais importante: agora eu mato minhas próprias baratas. segunda-feira a noite cheguei em casa feliz e saltitante, doida pra tomar um banho. entrei no box e olhei pra cima. uma coisa marrom voadora veio em minha direção. saí correndo e fechei a porta: eu precisava de um plano. um plano desses dignos de jack bauer. e antes que alguém pense no fatídico chame-o-porteiro, quero deixar claro que eu sou homem (?) demais pra isso. mas também não sou tão homem a ponto de partir pra vassourada. meio termo é tudo nessa vida: inseticida. o problema é como o inseticida ia chegar até a barata sem que eu tivesse que entrar no banheiro e ser atacada outra vez. juntei toda a testosterona que minhas 26 bolas imaginárias produzem com toda a vontade de mijar que eu tava sentindo e abri a porta lentamente. e quando eu digo lentamente, I MEAN IT. minha vontade era ter um olho no queixo e outro na testa porque das duas uma: ou aquela biscate voadora ia pular na minha cabeça de novo, ou ia correr até subir na minha perta. era matar ou morrer. procurei procurei. ela realmente sabia brincar de esconde-esconde! eis que vejo duas anteninhas mexendo discretamente atrás do colgate plax da tania. quem um dia imaginou que baratas curtissem umas técnicas de guerrilha, né? achei muito moderno ela usar enxaguante bucal como barricada. calculei o custo beneficio de encher o treco da tania de veneno, e pensei que comprar outro era bem mais fácil do que passar dias sem abrir a porta do banheiro de novo. ataquei. antes de fechar a porta ainda tive tempo de vê-la andando bêbada pela pia. por isso que jack bauer não bebia, nêga. não dá pra correr trançando as perninhas! esperei uma meia hora pra voltar. sabia que ela estaria agonizando em algum lugar. dentro do box, o pequeno pônei se chacoalhava, pedia ajuda dos coleguinhas, mas ninguém veio salvar. ela tava jurando que era o nemo, né? peguei o veneno e dei o tiro de misericórdia. saí do banheiro de novo pra desenvolver o novo plano: remoção de cadáver. até onde me consta, o serviço funerário de animais de grande porte ainda não atende esse tipo de criatura. pedi ajuda pros universitários do msn que me deram idéias BRILHANTES do tipo "pegue uma luva" ou "cate com um papel". é difícil assim pras pessoas entenderem que eu teria que amputar a minha mão se sentisse a anatomia daquela desgraçada? então pedi ajuda pras placas e elas disseram "pá de catar lixo". gente, que gênio. eu achei que dar uma empurradinha nela contra a parade já seria suficiente pra carregar a pá. naonde. cada vez que eu empurrava, ouvia um estralo numa pata ou numa asa. nojo crescendo em doses cavalares. fui buscar a escovinha-irmã da pá. queria deixar claro que fiz tudo isso sem óculos, pra não ver detalhes. SÓ TEXTO, SEM IMAGEM. pensei em deixá-la lá por uns três dias ou até que ela estivesse sendo devorada por formigas, o que viesse antes. essa é minha técnica pra dar exemplo pros hipopotamos alados que tentarem invadir meu banheiro da próxima vez. mas nós duas não caberíamos no mesmo box do mesmo jeito que um golden retriever não caberia na minha cama. joguei na privada. puxei a descarga. acabou o assunto. postado às 23:05 | 8.11.09 (aproximadamente) 60h em sp a verdade é que eu não queria mais vir. financeiramente insano, psicologicamente cansativo e hepaticamente desfavorável. mas daí alguém disse que se eu viesse, rolava pelo menos uma chance de não voltar nunca mais. isso soa como vodka para meus ouvidos. passagem comprada de última hora tem suas desvantagens como o único horário decente incluir uma paradinha em bh pra dar aquela respirada num ar estranho. acordei as cinco, cheguei no aeroporto as seis, entrei no avião as sete, desci em bh umas oito e pouco, peguei a conexão um pouco atrasada umas nove e qualquer coisa. sp as onze. até agora não sei se cheguei em sp, porque o calor era de salvador. e olha que o mais longe que eu estive em terras nordestinas foi ilhéus. ai gente. que delicia essa poluição nos pulmões, esse trânsito engarrafado. isso é tão meu conceito de cidade acolhedora. almoço. precisei então descobrir como chegar na entrevista de emprego. foi assim que percebi que todos os caminhos levam ao metrô ana rosa. metrô esse que eu não sei até agora onde fica, mas qualquer onibus que eu pego pra sair da casa do joel tem isso escrito no letreiro. um ana rosa a cima, três barrancos, um sol de quarenta graus na minha testa e de repente lá estava eu, 45 minutos adiantada pra entrevista. eu tentei argumentar que quem tinha feito isso comigo foi o google maps e sua previsão completamente torta de horários, mas eu ainda acho que o sócio lá pensou só que eu era ansiosa e louca. uma hora de entrevista com o sócio, uma hora de entrevista com possíveis co-workers e eu já tava no ápice da apnéia. respirar pra que se você pode ficar tensa e roxa? mostrar versatilidade na mudança de expressões da sua cara faz parte pra quem quer trabalhar num lugar descolado e criativo. toda uma palheta de cores inside. fiz o caminho inverso de ruas, calores e onibus milimetricamente decorados by google maps e cheguei perto das cinco horas. salvador já tinha virado praia cubana e eu não conseguia saber o que fazer com meu corpo e seus trinta e seis graus de sempre. deitei no chão. na verdade acho que limpei toda a kit do joel com a minha roupa. dormi, suei, dormi, tentei assistir dexter, suei. desisti dessa parte e fui dar uma cozinhada na varanda. olho pra baixo e vejo uma... piscina. ¬¬ lógico que quem não leva biquini pro rio não vai trazer pra sp. mandei tchauzinho pra piscina e fui pensar em comida. comida essa que só apareceu lá pelas nove. jantei. procurei alguém pra beber. afogar minha angústia de não saber se o emprego era meu ou não. não achei. lembrei que tinha acordado as cinco da manhã. dormi. sábado, um novo dia. um novo dia quente. tentei lembrar de algum lugar mais quente que cuba. pensei em foz do iguaçu e seus 49 graus no verão. pensamento linear: forninho elétrico. mandei minha imaginação sentar e dar a pata. almocei com o metheoro e seu saquinho com 13 reais em moedas. isso que dá almoçar com assaltante de mendigo. o projeto era só almoçar, voltar, tomar banho, pegar meu ingresso e rumar para o maquinaria. mas deixa a vida me levar, vida leva eu. marida me liga oferecendo uma credencial pra ir no planeta terra. um festival grande, forte e com uma síndrome de peter pan tão infinita que eu quase me assustei. pra chegar lá só precisei pegar um metrô até a barra funda e depois seguir um grupo de pessoas feias e mal vestidas que, claro, estavam indo pra lá. casacos feios e tênis importados do filme curtindo a vida a doidado: naquela hora e naquele lugar, eles não poderiam estar indo para outro evento. ajudei a lu na sua venda de camisetinhas e pins do moveis até que já não houvesse mais quem quisesse comprar. deu tempo de ver um primal scream. então veio o sonic youth e a chuva. até a chuva achei ter sindrome de peter pan, porque é tão transgressor andar no parque de diversões na chuva sem sua mãe dizer que você será eletrocutado, né? mas sei lá, isso ficou no meu inconsciente e eu preferi não ir mesmo. então hora de comer. aqui não cabe um "jantei" porque lá a galera ignorou a existência dos vegetarianos. de que adianta fazer propaganda de controle de produção de co2 se a empresa não consegue fazer um sanduiche natural pra vender na lanchonete? fiquei com três opções: doritos, batata frita e algodão doce. eu não consigo sequer expressar minha alegria em ter que escolher entre corantes, gordura saturada e açucar sem limites. parecia um cardápio de doenças. mas se estamos na merda, vamos passar na cara de uma vez. e com a ajuda de uma cerveja sol, porque a heineken tava quente. a essas horas eu já tinha desistido de ver o faith no more, atravessar a cidade pra ir sozinha e usar o ingresso que estava comprado. vou mandar emoldurar o papel de 200 reais que eu não usei e fazer um templo dos perdedores. mas ainda me sobrava o ting tings e o nasa. tudo isso na chuva de molhar bobo mais pentelha que eu já presenciei. luisa e eu ponderamos durante vários minutos a possibilidade de compra de um saco de supermercado que lá era vendido com o nome de capa de chuva pela bagatela de dez reais. abraçamos o capeta e a bancarrota e compramos o tal saquinho que pelo menos garantiu que ficássemos sequinhas por dentro e molhadinhas por fora durante o show dos coisinha coisinhas. show esse que, vale ressaltar, será ótimo quando a banda tiver dois cds. um só dá margem pra muito enrolação pra preencher horário. booooring. mas nem só de chatice vivo eu. comecei a sentir dores incríveis nas costas, logo abaixo da última costela do lado direito. deja vu de março de 2007, quando tive uma infecção renal. suportei por algum tempo, até que me vi pressionando o local da dor como uma bela velha caquética que não consegue manter a postura nem com colete ortopédico. fui para o posto médico sóbria. provavelmente a única pessoa num estado de consciencia razoável que foi até lá durante todo o evento. senti um certo desconforto inicial na equipe médica. toda hora alguem me perguntava o que eu tinha tomado e eu era obrigada a dizer "duas garrafinhas de água e uma cerveja quente". de repente SEIS pessoas me atendiam como se eu tivesse sido teletransportada para o albert einstein num grito de dor e duas lágrimas. ganhei uma dose de dipirona intravenosa no braço esquerdo, uma tentativa de medicação intramuscular - famosa INJEÇÃO NA BUNDA -, uma dose de soro com anti-inflamatório no braço direito, um copo da água e muita bajulação. era o mínimo que eu podia ganhar já que tava curtindo um nasa deitada numa maca. eis que recebo uma ligação de henrique, meu herói, que me buscou com a ajuda de antônio, seu super cão! fomos para uma festa estranha com gente esquisita onde eu dormi loucamente em um puff enquanto meu caro amigo explicava pros seus outros amigos como ele tinha uma amiga que foi parar no atendimento médico de um show sem estar bêbada e/ou drogada. voltei pra casa-provisória. liguei, bati na porta, toquei a campainha, rezei pra nossa senhora das vagas e já tava decidida a dormir no capacho quando alguém me ouviu e abriu a porta. acho que só deu tempo de trocar de roupa e cheirar meu cabelo fedendo a cigarro antes de desmaiar. desmaiei. acordei. nerd que é nerd viaja mas não larga o mafiawars, né? foi assim que esbarrei com montana no msn que me chamou pra almoçar num peculiar lugar chamado sujinho. dificil pra mim pensar que comida e sujinho sejam duas palavras numa mesma frase, but ok. cheguei lá e encontrei montana mais cinco marmanjos preparados pra comer vários bichos em vários formatos e sabores. e quem achou que ia gastar 15 reais pra comer no boteco rodou incrivel. almocei. então pela primeira vez desde que cheguei em sp me senti importante andando na paulista com guarda-costas. mas era um monte de guarda-costas metrossexual e fomos pro starbucks tomar um café esnobe. o problema é que eu não tomo café e o chai latte tá em falta, de novo. procurei uma opção de café enlouquecidamente diluído em leite, chocolate, chantily, água, cerveja, q-boa: qualquer coisa que disfarçasse o gosto. nessas eu pedi um mocha, que pra mim tinha gosto de café preto com café marrom com café verde. e mais nada. fiz uma força descomunal com meu cinnamom roll pra abstrair o gosto de café, mas não deu. e reclamei pros meninos. acasos da vida e uma atendente ouviu, me perguntou se eu nao tinha gostado do meu pedido e o que eu tomava normalmente. expliquei. cinco minutos depois me volta a tia com um chá com mel e leite, me explicando que aquele era o que eles faziam quando não rolava chai, e que da próxima vez eu poderia pedi-lo. sim, GANHEI UM CHÁ NO STARBUCKS SEM PEDIR. estacionamento de graça feelings. passeamos então pela cultura e depois fomos pra pracinha do café spot onde pude roubar wifi sem remorsos no meu celular, levar um esporro do guarda por ter deitado no banco como mendiga e ser fuzilada pelos olhares dos clientes do café. exemplifico: eu e um dos meninos resolvemos entrar pra comprar uma ÁGUA. eu tenho um piercing na boca, ele tinha um na nuca, a água custava 4 reais. isso não tinha como dar certo. fomos embora. peguei um onibus vila brasilandia lindo e direto pra cá. dificil foi aguentar o bebado dando em cima da menina de ressaca que sentou do lado dele. o top top foi ele dizer que "todo mundo nasce chorando porque é revoltado". agora estou aqui, nas ultimas 12h de sp rezando por uma resposta da entrevista e por um mojito pra chamar de meu. postado às 19:05 | 31.10.09 depois de meses e meses de problemas nesse blog, eu poderia perfeitamente ficar umas quarenta linhas reclamando. mas decidi não fazê-lo porque eu tô numa onda super MOVE ON, PLEASE. vamos falar do hoje, do amanhã. mentira. vamos falar do ontem. acho que toda noite alcoolica é menos surreal que uma noite abstêmia. ser uma das quatro pessoas com todos os sensores de consciência ligados é tenso. ouvir, registrar e processar o que bêbados falam é um exercicio de superação. mas vamos começar pelo lugar: o famoso galerinha. ou galleria, pros frescos. um porãozinho localizado no conic, que eu também chamo carinhosamente de cracolândia. deixar o carro no estacionamento e ir andando rapidamente até a festa é, além de necessário para prevenir assaltos, uma prova de velocidade digna de olimpíadas. descendo as escadas você já consegue sentir o bafinho. não precisa nem de hostess pra saber que é o lugar certo pra sair fedendo a suor e a cigarro alheio. ontem, me surpreendi por 3 segundos com a tão falada "reforma" que eles andaram fazendo. agora em vez de uma pista, eram DUAS. e com um corredorzinho no meio. incrível como as pessoas andam de um lado pro outro quando isso é possível né? eu mesma, se tivesse bebido, diria que passei por aquele meio umas 100x. como eu tava sóbria, acho que só passei umas 40. e reforma é a nova palavra usada pra dizer "pintamos as paredes". o negócio tava tão reformado como o meu cabelo fica quando eu passo condicionador. grandesbosta. eu enrolei até agora só pra fazer vocês perderem tempo e eu poder contar o ponto alto da minha noite. tudo extremamente chato, todas as músicas extremamente ruins e eu encontro uma pessoa x. um rapaz de uns 20 anos que eu conheci certa vez nesse mesmo lugar, dentro do banheiro feminino (antes que alguém pergunte, ele estava lá mijando). como ele costuma frequentar as mesmas festas que eu, viramos amigos de orkut, which means nothing, e trocamos casualmente um oi na balada. mas ontem não foi só isso. ele tinha uma confissão a fazer e eu, sem entender nada, resolvi escutar. o maluco simplesmente disse que precisou fazer um trabalho de fotografia na faculdade e, como ele tava sem saco, levou fotos minhas pra professora. vamos por partes. uma parte de mim ficou furiosa, certamente. comassim alguém entra no orkut, faz a faxina nas minhas fotos com o ctrl c e fala disso nessa calma toda? e ainda leva as fotos e tira a maior nota da turma? que? pra quem já processou a fnac por falta de direitos autorais em foto, eu até que tô contando até dez com muita precisão. a outra parte ficou lisonjeada. o cara tá fodido, pensa em foto e vai logo pegar as minhas. e a professora se amarra. vale dizer que não eram minhas melhores fotos. eram as fotos da minha finada lomo fisheye. mas isso não faz com que elas sejam menos minhas. ele não ficou rico, não foi chamado pra expor no MoMa, nada disso. ele só queria passar na matéria. ok. ele me contou o que fez. ok. vou bater no menino? eu mesma tirei 10 em vários trabalhos de fotografia na faculdade e até o momento não fiquei milionária por causa disso. se eu tivesse bebendo, faria ele me pagar uma tequila pelo favor involuntário. mas eu não tava bebendo, eu não tava entendendo e tava fazendo uma força descomunal pra não dormir sentada. sem histeria dessa vez. postado às 15:50 | 4.7.09 essa página andou fazendo conexões com uns servidores aí que não testam dst com frequencia e pronto, infectou-se! queria deixar claro que depois dos três anos de existência, ela virou adolescente e começou a dar pra quem ela quisesse. nessas apareceu um tal de ODMARCO que eu não conheço porque ele ainda não veio pedir a mão da minha página em casamento. já tratamos, ela voltou a ser saudável e tá aberta a novos flertes. não pensem que eu queria saber senha de vcs, pq eu já tenho muitas e elas são suficientes pra me satisfazer como ser humano nerd. beijos. postado às 13:47 | 16.6.09 tem gente que reclama da idade das meias, das cuecas. eu tô há 15 anos na militância contra a idade do pijama e não consigo resultado. melhor a gente viver pra sempre na idade do conformismo. =~ postado às 14:25 | 5.6.09 entrei pro mundo das bolinhas. não, não tô tomando anfetamina. a pedidos familiares, fui visitar um homeopata pra ver se ele conseguia resolver o problema da endometriose. lógico que ele cagou pras minhas queixas e decidiu qual dos meus 78 problemas ele queria resolver: ansiedade. eu tentei explicar que pra isso eu já tinha uma psicóloga e não fazia nenhum sentido ele me mandar tomar gotinhas de perfume pra resolver. então ele mascarou o objetivo principal me dando bolinhas e açúcar pra controlar a rinite que também servem pra ansiedade. lógico que eu achei que tava tendo uma consulta com o silvio santos: velhinho senil e sem noção, mas acabei indo comprar os OITO vidrinhos de bolinhas que ele me receitou. no primeiro dia, quatro a cada hora. nas seis primeiras doses meu nariz já tinha parado de escorrer e de coçar, o que não me impediu de me sentir uma drogada dependente de sacarose pra viver. no dia seguinte eu já era uma nova pessoa pois podia tomar a cada duas horas. estou me perguntando o que eu vou fazer a partir de amanhã, sábado, quando eu tiver que suspender as doses. vou ao mercado e compro açúcar cristal ou de confeiteiro? e quanto à endometriose, como ele não resolveu, eu continuei com a história do mirena. a dor que eu senti pra colocar esse negócio deixou aquela dor de infecção no rim no chinelo vendido por camelô de praia. mas essa história fica pra outro dia. postado às 13:51 | |